Um novo cenário para os assessores de investimentos está surgindo com o amadurecimento da regulamentação desta atividade, marcando o início de um novo ciclo de profissionalização crucial para a indústria de assessores financeiros.
Com a nova regulamentação, há a possibilidade de uma modificação significativa na estrutura dos escritórios ao permitir que sócios capitalistas possam co-investir com os parceiros tradicionais, reconfigurando o cenário competitivo, permitindo a profissionalização, o crescimento e a criação de uma organização corporativa mais avançada.
Assim, a alteração para o modelo de corretora torna-se menos vantajosa, tendo em vista sua estrutura econômica. Neste ponto, certamente a estrutura de assessoria de investimentos é economicamente mais eficiente, pois evita (i) as exigências de capital mínimo regulatório; (ii) um modelo de tributação menos vantajoso imposto às corretoras; e (iii) a conversão dos funcionários para o regime da CLT. O consenso é claro, o benefício está em construir um grupo financeiro sem depender, necessariamente, da estrutura de uma corretora.
Estamos diante de uma nova era para os assessores de investimentos, onde o partnership e a flexibilidade se tornam chaves para o sucesso neste ambiente em constante evolução.

Rodrigo Felli Paes de Barros, advogado de M&A e Corporate, formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e possui mestrado em direito (LL.M.) pela Northwestern University Pritzker School of Law, em Chicago, Illinois, com reconhecimento pela sua prestação de Serviços Públicos.

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